segunda-feira, 28 de março de 2011

Actividades de Risco Elevado

Actividades ou Trabalhos de Risco Elevado

No desenvolvimento das respectivas actividades profissionais, os trabalhadores encontram-se expostos a determinados factores de risco que podem ter influência, quer na saúde, quer na integridade física.

Tratando-se da execução de determinadas tarefas, a exposição aos respectivos riscos profissionais poderá ter consequências mais gravosas, pelo que, nestes casos, haverá que abordar a protecção dos trabalhadores relativamente aos factores de risco de forma ainda mais aprofundada.

A Lei nº 102/2009, de 10 de Setembro considera de risco elevado as seguintes actividades:

Consideram-se de risco elevado:

•Trabalhos em obras de construção, escavação, movimentação de terras, túneis, com riscos de quedas de altura ou de soterramento, demolições e intervenção em ferrovias e rodovias sem interrupção de tráfego;
•Actividades de indústrias extractivas;
•Trabalho hiperbárico;
•Actividades que envolvam a utilização ou armazenagem de quantidades significativas de produtos químicos perigosos susceptíveis de provocar acidentes graves;
•Fabrico, transporte e utilização de explosivos e pirotecnia;
•Actividades de indústria siderúrgica e construção naval;
•Actividades que envolvam contacto com correntes eléctricas de média e alta tensão;
•Produção e transporte de gases comprimidos, liquefeitos ou dissolvidos, ou a utilização significativa dos mesmos;
•Actividades que impliquem a exposição a radiações ionizantes;
•Actividades que impliquem a exposição a agentes cancerígenos, mutagénicos ou tóxicos para a reprodução;
•Actividades que impliquem a exposição a agentes biológicos do grupo 3 ou 4;
•Trabalhos que envolvam risco de silicose.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Visita à feira Segurex na Fil em Lisboa

 O grupo de formandos do cursos de Segurança e Higiene do Trabalho a decorrer no IEBA, irá realizar uma visita à SEGUREX no dia 18 de Março de 2011.

O SEGUREX - Salão Internacional de Protecção e Segurança - é o maior Evento de Segurança em Portugal e terá lugar na FIL - Feira Internacional de Lisboa, de 16 a 19 de Março de 2011. É uma organização da AIP - Associação Industrial Portuguesa / CCI - Câmara de Comércio e Indústria, FIL - Feira Internacional de Lisboa.

O SEGUREX abrange os sectores da Segurança de Pessoas e Bens, Segurança no Trabalho, Protecção e Combate a Incêndios, Socorro e Salvamento, Segurança na Circulação e nos Transportes, Informática e Comunicações, e tem tido uma participação representativa quer das empresas, quer das Entidades Públicas e Organismos Oficiais.

O SEGUREX é já uma referência nos países da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - e na Península Ibérica. Numa perspectiva de Internacionalização, Angola é o país convidado pelo SEGUREX, face ao histórico relacionamento entre os dois países e ao franco potencial que apresenta.

O SEGUREX 2011 ocupará 2 pavilhões de exposição, cerca de 20 000 m2 de área bruta, área exterior  e o Centro de Reuniões da FIL. Exposição de produtos e equipamentos, demonstrações e um programa de seminários sobre temáticas relevantes e actuais farão do SEGUREX 2011 o ponto de encontro do sector.

Horário:
De 16 a 18 de Março de 2011  -   das 10H00  às 20H00
19 de Março de 2011   -   das 10H00  às 18H00
Perfil do Visitante:
Profissionais - 16 a 19 de Março
Público - 19 de Março (Sábado)
Importante: Menores de 12 anos
não têm acesso ao SEGUREX,
excepto no Sábado, dia 19.
Bilhete individual: 5,00 EUR
Local: FIL, Lisboa

Nesse dia também assistiremos a um seminário promovido pela ACT sobre  "A segurança e saúde no trabalho e a negociação colectiva de trabalho".



A ACT tem programado para o próximo dia 18 de Março de 2011 no contexto da realização da SEGUREX, Salão Internacional de Protecção e Segurança, a realização de um Seminário através do qual pretendemos levar aos sujeitos relevantes para a concretização de políticas públicas de segurança e saúde no trabalho uma reflexão sobre o tema “A Segurança e Saúde no Trabalho e a Negociação Colectiva de Trabalho”.

O seminário terá lugar na parte da manhã, no Auditório 1 do Centro de Reuniões da FIL, em Lisboa, pelo que muito nos honraria contar com a vossa presença.
As inscrições são limitadas à lotação da sala, só se considerando definitivas após confirmação por parte do secretariado da organização.
A SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO E A
NEGOCIAÇÃO COLECTIVA DE TRABALHO
18 de Março de 2011 | SEGUREX

programa provisório
09H00 RECEPÇÃO DOS PARTICIPANTES
09H30 SESSÃO INICIAL: ABERTURA E APRESENTAÇÕES
Abertura: José Luis Forte | Inspector-Geral do Trabalho (ACT)
Fernando Ribeiro Lopes – Director-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT)
Moderação: Manuel Maduro Roxo | Subinspector-Geral do Trabalho (ACT)
10H00 O desenvolvimento da segurança e saúde no trabalho na negociação colectiva em Espanha
Concepción Pascual | Presidente do Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo (Espanha)
10H20 Obrigações de segurança e saúde no trabalho e negociação colectiva
Lourdes Meléndez Morillo-Velarde | Universidade Rey Juan Carlos de Madrid
10H50 A negociação colectiva em Portugal: temas e abordagens no domínio da segurança e saúde no trabalho
Nuno Biscaya | Negociador laboral patronal
11H10 A protecção da saúde dos trabalhadores e a negociação colectiva
José Cordeiro | Negociador laboral sindical
11H30 Pausa para café
11H50 SESSÃO FINAL: MESA REDONDA, DEBATE E ENCERRAMENTO DO SEMINÁRIO
Moderação: Luis Lopes | Coordenador Executivo para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho (ACT)
Mesa redonda: Representantes dos parceiros sociais (CIP, CCP, CAP, CTP; CGTP, UGT)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

VISITA Á CENTRAL TERMOELÉCTRICA

No âmbito do módulo: Sistemas ambientais, foi proposto pela formadora Andreia Dias uma visita à Central Termo Eléctrica de Mortágua dia 22 de Dezembro, esta visita teve como objectivo identificar qual o processo da biomassa.
A biomassa é uma fonte de energia renovável e limpa, que pode melhorar a qualidade do ambiente. Pode contribuir também positivamente para a economia, na medida em que há menos desperdício de matéria, e porque fornece ao mesmo tempo vários postos de trabalho. É uma energia segura e com grande potencial. Também existem algumas desvantagens e obstáculos no seu uso. Para aumentar consideravelmente o uso da biomassa, seriam necessárias criar culturas agrícolas apenas com fins energéticos. Seria necessário também, efectuar um melhoramento da eficácia dos sistemas sanitários, de modo a diminuir o desperdício de matéria, por exemplo, sob a forma de gás. É também necessária a criação de um sistema mais eficiente de transporte de bio-combustíveis. Por enquanto, o uso da biomassa, em termos de preço/competitividade é ainda, no presente, menos rentável do que outras fontes de energia mais poluidoras tais como os combustíveis fósseis.
A Central Termoeléctrica de Mortágua começou a operar em Agosto de 1999, estando projectada para o escoamento de cerca de 80.000 toneladas ano resíduos florestais queimados numa caldeira de 33MWth. Em 2002 esta central consumiu cerca de 70.000 toneladas de Biomassa e em 2003 o consumo foi superior a 80.000 toneladas.
A Central tem uma potência instalada de 10 MVA – 9 MW e foi projectada para entregar à rede de distribuição de energia eléctrica cerca de 60 GWh por Ano, permitindo abastecer uma população na ordem dos 35 mil habitantes. A Central funciona com resíduos florestais, ramos, folhagem, etc. Esta Central não veio só inovar no método da biomassa nesta zona, mas também deu oportunidade a madeireiros e a particulares de além de deixarem as suas matas limpas, e de contribuírem para a diminuição de fogos, ainda ganham algum dinheiro. Divido ao grande consumo de biomassa a Central teve necessidade de expandir a vinda dessa de outros países nomeadamente Espanha.
Como funciona a Central Termoeléctrica?
É feita a recolha de resíduos ambientais, resíduos florestais e industriais como por exemplo carpintarias.
Depois são transportados para os armazéns da Central onde a biomassa é pesada e estilhaçada, depois é apanhada por uma garra para os fossos.




Segue para uma caldeira, de combustão onde ocorre a libertação do vapor de água que vai fazer rodar as pás de uma turbina ao qual está ligado a um gerador que produz energia eléctrica, que é utilizada pela REN (REDE DE ENERGIA NACIONAL) e para consumo da própria empresa. Após a queima da biomassa, há resíduos remanescentes que são cinza e areia que são separados. A areia por norma é utilizada para o cimento e a cinza para fertilizantes.


Também há um circuito fechado de água, esta saí da barragem, é depositada num tanque, que por sua vez a passa para a caldeira, onde entra em estado gasoso, e a seguir de novo no condensador para voltar ao estado líquido e assim sucessivamente.

Com a realização desta visita tive oportunidade de ver mais de perto e de forma mais personalizada todo o funcionamento da Central.
Gostei da forma detalhada como todo o processo foi explicado pelo guia, e de perceber que apesar de ser necessário muito trabalho para a manutenção de todas as máquinas, os problemas ambientais não foram descurados, tem atenção com a água que devolvem à barragem da Aguieira e a temperatura desta, também os preocupa os gases que possam ser emitidos e a energia que possa ser gasta desnecessariamente.
Foi uma visita benéfica, que me fará com toda a certeza olhar para este tipo de energias de uma forma diferente como todo o trabalho que esta envolve.